domingo, 26 de junho de 2016

Memórias da escola:

O meu primeiro livro

Qual foi o seu primeiro livro de histórias? Para muitas pessoas, foi “O Barquinho Amarelo” que narra as brincadeiras, as descobertas e as aventuras de três amigos: Marcelo, Rosinha e Marquinho.. Escrito por Iêda Dias da Silva em meados do século passado, o livro é composto por cinco pequenas histórias repletas de lirismo sem perder as características descritivas do gênero textual.
As histórias servem para trabalhar o método global de alfabetização. De acordo com Frade e Pessoa (s\d), esse livro  não foi realizado  a partir da experiência de Iêda Dias da Silva em sala de aula, “e sim, a partir da experimentação de sua obra realizada por outras professoras, sob sua observação direta. [O que a fez] sentir-se responsável pela realização de um trabalho social, a partir do contato que teve com crianças do Brasil todo, durante suas viagens como formadora de professores.” Contribuindo para a alfabetização e a criação do hábito de leitura de muitas crianças durante vários anos. 






Iêda Dias da Silva também é autora de outras obras de destaque da literatura infantil: “Brinquetos da noite” e “O burrinho alpinista”.











A coleção “As mais belas histórias” é a entrada no mundo da leitura e faz faz parte do imaginário literário de várias gerações apesar de ser um livro obrigatório na escola. 





A grande educadora e autora do livro As Mais Belas Histórias


Escrita por Lúcia Monteiro Casasanta (1908-1989) em 1954 para as crianças das séries iniciais do ensino fundamental. Inicialmente, dando origem a essa série didática, foi lançado o pré-livro “Os três porquinhos”. As histórias que se seguiam nos quatro volumes variavam de acordo com faixa etária e a série do aluno. Eram apresentados contos de fadas; narrativas bíblicas; história do Brasil; mitologiria grega entre outras. Casasanta foi a responsável pela introdução do método global de contos para a alfabetização de crianças. A coleção foi publicada pela Editora do Brasil S.A. ininterruptamente até meados dos anos noventa do século passado.

Simulado no IEMG




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Praticamente, de forma simultânea a implementação do ENEM em todo o território nacional, os professores do Instituto de Educação de Minas Gerais, começaram a aplicar uma prova que simula as condições desse exame nacional. O objetivo deste o princípio foi trabalhar tanto os aspectos pedagógicos, cognitivos e até as questões emocionais. Naquela época, percebeu-se que muitos alunos não estavam preparados para fazer uma prova tão longa e cujo resultado era tão impactante na vida deles. Atualmente, há inúmeras oportunidades de fazer um simulado. Mas naquela época essa prova aplicada no colégio era a única.
Na última sexta feira (24 de junho), os alunos do IEMG fizeram o primeiro simulado do ano. Esse projeto é uma parceria com o Centro Universitário UNA (Grupo Anima). A UNA ficou responsável pela produção dos cadernos de prova. Foram realizados sorteios de brindes para os alunos. E o aluno que obtiver a melhor nota terá um prêmio especial.




Todos os professores do ensino médio, direção e coordenação pedagógica participam ativamente.
Muitos aluno me pediram para comentar a prova de história. E é isso que vou fazer nessa postagem.


A primeira questão de História - Questão 26

(Simulado ENEM)                    

A Revolução Russa estabeleceu a experiência socialista.  A sociedade russa promoveu uma experiência revolucionária que marcou a trajetória do século XX. Já no século XIX, Karl Marx indicava que as desigualdades do sistema capitalista abririam portas para que as massas trabalhadoras viessem a tomar o poder. No entanto, a convocação dos trabalhadores em torno dos ideais de Marx parecia ser uma possibilidade remota em face ao desenvolvimento dos Estados liberais enriquecidos pelo favor dado às classes burguesas.       
Todavia, a explosão da Primeira Guerra Mundial veio a trazer uma possibilidade revolucionária que estremeceu essa ordem cingida pela burguesia capitalista. No início do século XX, a Rússia vivia um momento histórico onde as desigualdades sociais instaladas fizeram com que camponeses e operários se mobilizassem politicamente. Nos campos, os trabalhadores rurais viviam em condições lastimáveis legitimadas por um governo que preservava os certos privilégios feudais da classe aristocrática. 

De acordo com o texto anterior, analise as proposições abaixo e assinale a opção correta. 

I. A Primeira Guerra Mundial serviu de caminho para os revolucionários bolcheviques tomarem o poder. 

II. Os mencheviques contrariaram os bolcheviques, daí a implantação do socialismo a partir de fevereiro de 1917. 

III. O czar Nicolau II, partidário do bolchevismo, ajudou a derrubar o governo menchevique de A. Kerenski. 

IV. Às vésperas da Revolução, o povo russo se encontrava em precárias condições econômicas. 

Assinale: 

a) se todas as proposições estão incorretas. 

b) se todas as proposições estão incorretas. 

c) se somente as proposições I e II estão corretas. 

d) se somente as proposições I, II e IV estão corretas. 

e) se somente as proposições I e IV estão corretas.


A resposta para essa questão é a letra E. 

Lembre-se que O mencheviques não implantaram o socialismo em fevereiro de 1917. Nesta data,  o partido menchevique tomou o poder do Czar Nicolau II, na Rússia. Era o fim do absolutismo monárquico. Foi instalado um governo provisório republicano formado por liberais e progressistas que constituíam as bases do partido menchevique. Os Mencheviques não queriam implantar o socialismo. Eles queriam transformar a Rússia em uma República parlamentarista democrática. Por esse motivo o item II está incorreto.

O item III é incorreto porque o czar Nicolau II não era partidário do bolchevismo e ele não ajudou a derrubar o governo menchevique. O czar foi destituído pelos mencheviques.



Questão 27

A primeira metade do século XX foi marcada por conflitos e processos que a inscreveram como um dos mais violentos períodos da história humana. 
Entre os principais fatores que estiveram na origem dos conflitos ocorridos durante a primeira metade do século XX estão 
  1. A
     a crise do colonialismo, a ascensão do nacionalismo e do totalitarismo. 
  2. B
     
    o enfraquecimento do império britânico, a Grande Depressão e a corrida nuclear.
  3. C
     
    o declínio britânico, o fracasso da Liga das Nações e a Revolução Cubana.
  4. D
     
    a corrida armamentista, o terceiro-mundismo e o expansionismo soviético.
  5. E
     
    a Revolução Bolchevique, o imperialismo e a unificação da Alemanha.

  1. Essa questão é do ENEM 2009. A resposta é a letra A. 

Na "alternativa A", os itens citados correspondem aos fatores que foram responsáveis pela grande parte dos  conflitos que ocorridos a partir de 1850, e, que tiveram prolongamento nos eventos relacionados às e 1º e 2º guerras mundiais. 

A crise do colonialismo, a disputa por colônias na África e na Ásia e a ascensão do discurso nacionalista foram um dos principais fatores conjunturais que provocaram a 1º guerra mundial. Anos depois, o mesmo discurso nacionalista foi utilizado pelos regimes totalitários europeus que intensificaram disputas que culminaram na 2º guerra.



Questão 28

Essa questão fez parte da prova do ENEM de 2002.




“O continente africano em seu conjunto apresenta 44% de suas fronteiras apoiadas em meridianos e paralelos; 30% por linhas retas e arqueadas, e apenas 26% se refe- rem a limites naturais que geralmente coincidem com os de locais de habitação dos grupos étnicos” (MARTIN, A. R., Fronteiras e Nações. Contexto, São Paulo, 1998.)

Diferente do continente americano, onde quase que a totalidade das fronteiras obedecem a limites naturais, a África apresenta as características citadas em virtude, principalmente.

a) da sua recente demarcação, que contou com térmicas cartográficas antes desconhecidas.
b) dos interesses de países europeus preocupados com a partilha dos seus recursos naturais.
c) das extensas áreas desérticas que dificultam a demarcação dos “limites naturais”.
d) da natureza nômade das populações africanas, especialmente aquelas oriundas da África Subsaariana.
e) da grande extensão longitudinal, o que demandaria enormes gastos para demarcação.

A resposta é a letra B. 

Para resolver esta questão o aluno deveria relacionar os seus conhecimentos de geografia aos seus conhecimentos de história. Nesse sentido, trata-se de compreender qual foi o momento histórico de definição das fronteiras no continente africano e porque as potências imperiais, que realizaram a partilha da África, não consideraram os limites naturais e as afinidades étnicas das populações africanas que habitavam determinadas regiões daquele continente. Os conflitos que atualmente afligem aquele continente são tributários da for- ma com que se deu a definição das fronteiras nacionais, o que justifica a importância e a atualidade do tema tratado na questão. O participante foi levado, nesta questão, a interpretar dados que caracterizam processos histórico-geográficos determinados. Cerca de um terço dos participantes assinalou a alternativa correta B. Os que optaram pelas outras alter- nativas consideraram mais os aspectos técnicos da demarcação de fronteiras, que, mesmo sendo relevantes, não foram determinantes no caso da África

Questão 29

Essa questão é do ENEM de 2012


Com sua entrada no universo dos gibis, o Capitão chegaria para apaziguar a agonia, o autoritarismo militar e combater a tirania. Claro que, em tempos de guerra, um gibi de um herói com uma bandeira americana no peito aplicando um sopapo em Hitler só poderia ganhar destaque, e o sucesso não demoraria muito a chegar.
COSTA, C. Capitão América, o primeiro vingador: crítica. Disponível em: www.revistastart.com.br. 
Acesso em: 27 jan. 2012 (adaptado).
A capa da primeira edição norte-americana da revista do Capitão América demonstra sua associação com a participação dos Estados Unidos na luta contra
  1. A
     
    a Tríplice Aliança, na Primeira Guerra Mundial.
  2. B
     
    os regimes totalitários, na Segunda Guerra Mundial.
  3. C
     
    o poder soviético, durante a Guerra Fria.
  4. D
     
    o movimento comunista, na Guerra do Vietnã.
  5. E
     
    o terrorismo internacional, após 11 de setembro de 2001.

A resposta correta é a letra B

O personagem Capitão América surgiu no ano de 1941, ou seja, em plena  Segunda Guerra Mundial (1939-1945). O ano de 1941 corresponde ao ano de entrada os EUA no conflito. A revisa surge em pleno contexto de luta contra os regimes autoritários europeus. Como demonstrado na imagem, o herói combatia principalmente o nazismo, explicitado pela figura de Hitler, e se tornou um símbolo norte-americano de luta a favor da democracia e da liberdade.


Questão 30

Três décadas – de 1884 a 1914 - separam o século XIX – que terminou com a corrida dos países europeus para a África e com o surgimento dos movimentos de unificação nacional na Europa - do século XX, que começou com a Primeira Guerra Mundial. É o período do Imperialismo, da quietude estagnante na Europa e dos acontecimentos empolgantes na Ásia e na África. (ARENDT. H. As origens do totalitarismo. São Paulo: Cia. das Letras, 2012). 


O processo histórico citado contribuiu para a eclosão da Primeira Grande Guerra na medida em que

a) difundiu as teorias socialistas.
b) acirrou as disputas territoriais.
c) superou as crises econômicas.
d) multiplicou os conflitos religiosos.
e) conteve os sentimentos xenófobos.

A resposta correta é a letra B

A Primeira Guerra Mundial teve uma série de causas: políticas, econômicas mas também religiosas. Devemos partir do principio que os conflitos religiosos se multiplicaram principalmente nos territórios que foram colônias no processo imperialista. Não foi obedecido um critério específico para os territórios, e por conta disso uma série de grupos étnicos-religiosos rivais foram colocados dentro de uma mesmo espaço.


Sala de aula do IEMG durante o simulado do ENEM (24 de junho de 2016)
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A representante da UNA mostra aos alunos os itens que serão sorteados no final da prova do simulado do ENEM.
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Fortaleza é cidade interessante e afeita a bons eventos. Depois do grandao ALFAn e SBFA em maio de 2014, vamos promover o "II International Colloquium on Colors and Numbers", de 23-26 de Mar de 2015, no mesmo Hotel Mareiro.

Esta edicao se concentrará em cores. "Cores!?" Sim, cores. Você talvez nunca tenha notado como cores sao tao problemáticas e ricas para filósofos de diversas áreas ao longo da história. Já pensamos em uma terceira edicao deste evento dedicada à negacao (2016) e uma quarta concentrada em números (2017).

Uma selecao dos papers apresentados para esta edicao de 2015 será encaminhada para alguma editora. A conjuncao de tanta gente boa tem que ser aproveitada.

Abaixo está o programa provisório da "festa" que usamos para pedir recursos à CAPES e ao CNPq. O próximo passo é me esmerar no site para o evento...



March 23th, 2015 – The Nature of Colours (Subjectivity X Objectivy)

09:30 – 10:40 -Kevin Mulligan (Geneva): Light dawns over the colour solid
10:50 – 12:00- John Hyman (Oxford): The Reality of Colours
12:10 – 13:10 - Pirmin Stekeler-Weithofer (Leipzig): Subjectivity and Normativity in Colour Distinction
Lunch
16:30 – 17:40 - Edgar Marques (Rio): Leibniz on the Ontological Status of Colours
17:50 – 19:00 - Nuno Venturinha (Lisboa): Goethe on Colours
19:10 – 20:10 - Jairo da Silva (Rio Claro): Husserl on the material a priori

March 24th, 2015 – The Logic of Colours (plus Philosophy of Language)

09:30 – 10:40 - Graham Priest (New York): Contradiction, Dialetheism and Colour Sorites
10:50 – 12:00 - Diana Raffman (Toronto): Colours, Hats, and Hysteresis
12:10 – 13:10 - Luiz Carlos Pereira (Rio) & Gisele Secco (Porto Alegre):  On The Four-Colour Theorem
Lunch
16:30 – 17:40 - Dany Jaspers (Brussels): Colour in Cognition, Language and Philosophy
17:50 – 19:00 - Jean-Yves Beziau (Rio): Interaction between Oppositions and Colours
19:10 – 20:10 - Joao Marcos (Natal): Notes Regarding a Colourful Metalogic

March 25th, 2015 – The Phenomenology of Colours (plus Philosophy of Mind)

09:30 – 10:40 - Alva Noe (Berkeley): Colours and the fragile manifest
10:50 – 12:00 - Wilson Mendonca (Rio): Disjunctivism and Colours
12:10 – 13:10 - Martine Nida-Rümelin (Fribourg): The special role of colours in perceptual experience            
Lunch
16:30 – 17:40  - Jonathan Westphal (Hampshire): TBA
17:50 – 19:00 - Claudia Passos (Rio): Color experience in newborn babies: A problem for representationalism?
19:10 – 20:10 - André Leclerc (Fortaleza): Reassessing Discussions on Colour-dispositionalism

March 26th, 2015 – Wittgenstein (From the Tractatus to the  Bemerkungen über Farben)

09:30 – 10:40 - Joao Vergílio Cuter (Sao Paulo): The Coordinate Space of Colours
10:50 – 12:00 - Axel Barcelós (Mexico City): Wittgenstein on Colour
12:10–13:10 - Marcos Silva (Fortaleza): The fall of Wittgenstein´s (short-lived) Phenomenology: A Second Colour Problem
Lunch
16:30 – 15:40 - Joao Carlos Salles (Salvador): On Certainty and on Colours
17:50 – 19:00 - Andrew Lugg (Montreal): Wittgenstein's treatment of colour and the naturalist's alternative
19:10 – 20:10 - Ingolf Max (Leipzig): The harmony of colour concepts – bridging the early and the late Wittgenstein

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Curso de Extensão: EDUCAÇÃO INFANTIL, INFÂNCIA E ARTES, da Faculdade de Educação / UFRJ, coordenado pela Profa.Silvia Soter

Curso de Extensão: EDUCAÇÃO INFANTIL, INFÂNCIA E ARTES, da Faculdade de Educação / UFRJ, coordenado pela Profa.Silvia Soter
 
Objetivo Geral:

Qualificar profissionais que atuam nas creches e pré-escolas das redes públicas do Estado do Rio de Janeiro, no que diz respeito aos princípios teórico-práticos do campo das Artes (artes visuais, dança, música e suas integrações), promovendo relações com as experiências cotidianas na Educação Infantil.
Objetivos específicos:
- Promover o conhecimento e aprimorar a prática pedagógica dos professores no que tange à apreciação e expressão em Artes.
- Contribuir na implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil.
Público: Professores, profissionais que atuam com as crianças, coordenadores, diretores de creches e pré-escolas da rede públi­ca e equipes de educação infantil dos sistemas públi­cos de ensino.

Carga horária: 90 horas
Ementa: Criação e imaginação na infância. Educação estética, infâncias e linguagens artístico-culturais. As artes na Educação infantil. Relação e interação de crianças com diversificadas manifestações de música, artes visuais, dança e teatro.

Período de realização: 01 de Setembro - 19 de Dezembro de 2014

Dias e Horário:
TURMA A – segundas-feiras, das 18h30 às 21h30 e 4 sábados (manhã ou tarde – a combinar)

TURMA B - quintas-feiras, das 18h30 às 21h30 e 4 sábados (manhã ou tarde – a combinar)

Local das aulas: Faculdade de Educação - UFRJ - Av Pasteur, nº 250, fundos, Urca / Campus Praia Vermelha.

Data de Início: 01 de Setembro de 2014

Inscrições: 18 de agosto - 23 de agosto de 2014.

Forma de Inscrição: Enviar por email para aeiextensao@gmail.com as seguintes informações: nome, endereço, CPF, identidade, telefone, formação mais recente e instituição na qual trabalha e turma/horário escolhidos para o curso.

Documentação para validar a inscrição a ser entregue no 1º dia de aula:
- Comprovação de formação
- diploma da Educação Básica ou Superior – maior titulação (cópia).
- Comprovação de vínculo com a rede pública.
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Vagas limitadas: 80 vagas (40 vagas TURMA A e 40 vagas TURMA B)

 
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Gabinete da Direção da FE / UFRJ 
Tel / fax: (21 )2295-3246
Prédio da Faculdade de Educação
Av. Pasteur, 250 - fds - sala 236
Urca - RJ - CEP: 22290-240