APRENDER, (DES)APRENDER, (RE)APRENDER - BLOG DO PROFESSOR RONALDO CAMPOS
Esse blog escrito pelo professor de História e Filosofia, Ronaldo Campos, tem por objetivo discutir assuntos relacionados com os campos da filosofia e educação.
domingo, 9 de agosto de 2026
um passeio no Museu de Artes e Ofícios (Belo Horizonte - MG)
Que dia Dante Alighieri morreu?
Hoje em dia, nas nossas aulas de História, uma coisa que não valorizamos tanto é a memorização de datas. Mas, quando estamos preparando uma palestra sobre algum autor importante, a primeira coisa que vem à nossa mente é quando esse personagem nasceu e quando morreu. Algumas vezes a resposta é exata: há documentos e testemunhas que garantem a verdade da informação. Quanto mais nos afastamos no tempo, contudo, as questões começam a se complicar.
Por exemplo, vou falar esta semana nas minhas aulas sobre a Divina Comédia, do grande Dante Alighieri. Peguei por acaso um livro da minha biblioteca anterior a meados do século passado e, em seguida, peguei outro... para minha surpresa, vi que havia uma pequena divergência. No mais antigo, apareceu o dia 13 de setembro, isto é, a noite de 13 para 14 de setembro de 1321, quando deu o último suspiro o grande poeta.
Para Verrani, que vivia em Ravenna no tempo de Dante, este era seu “familiaris et socius”. Que testemunho mais autorizado eu poderia ter? Verrani era contemporâneo do poeta e estava na mesma cidade onde ele morreu! Devia interessar-se, sendo tão amigo; talvez estivesse na própria casa quando o poeta morreu; e, pelo fato de sua profissão ser a de tabelião, tinha o hábito da precisão das datas.
Além disso, Mezzani deu a data de 13 na inscrição que ele próprio escreveu para ser gravada no túmulo do poeta. Muitos outros, porém, indicam até a data de 11 de agosto e de 14 de setembro, dia consagrado à Exaltação da Santa Cruz.
Eu vou usar 13 ou 14 de setembro? E o 11 de agosto? As dúvidas e controvérsias em torno da data exata da morte de Dante Alighieri (1321) surgiram da combinação de fatores práticos da época, métodos de medição do tempo e interpretações simbólicas.
Para explicar, devemos lembrar, que durante n Idade Média, muitos locais (e a própria Igreja) contavam o início de um novo dia litúrgico a partir do pôr do sol (vesperas) do dia anterior. Assim, a noite de 13 de setembro já era considerada o início do dia 14 de setembro. Como Dante faleceu no final da noite/madrugada, a notícia fúnebre só circulou e se espalhou pela cidade de Ravena na manhã de 14 de setembro. Contudo, o dia 14 de setembro é o dia consagrado no calendário católico à Exaltação da Santa Cruz. Para os cronistas e biógrafos medievais e renascentistas, associar a morte do grande autor cristão e criador do Inferno, Purgatório e Paraíso a uma festa litúrgica tão importante tinha forte peso simbólico. Dizer que o poeta "entregou a alma ao Criador no dia da Santa Cruz" agregava valor espiritual e devocional à sua biografia.
Quanto mais o tempo passava, mais as fontes secundárias misturavam tradição oral, cópias manuscritas com erros de transcrição e datas comemorativas. Algumas fontes isoladas chegaram a citar datas distantes (como 11 de agosto), mas estas são amplamente descartadas pelos historiadores por falta de respaldo documental.
Diante do cruzamento dos depoimentos de contemporâneos (como o tabelião Verrani e a inscrição de Mezzani), o consenso historiográfico e literário moderno adota que Dante Alighieri morreu nas últimas horas do dia 13 de setembro de 1321 (um domingo), e que a data de 14 de setembro se popularizou pelo calendário litúrgico e pelo fato de o sepultamento e o anúncio oficial terem ocorrido nesse dia.
Provavelmente, o dia 14 de setembro derivou do fato de que, morto Dante nas últimas horas do dia 13, a fúnebre notícia só veio a se espalhar no dia seguinte.
Portanto, preferindo esses testemunhos, deve-se crer que Dante morreu a 13 de setembro de 1321 — e que era um domingo.
Uma data esquecida; 24 de fevereiro de 1891
Na Primeira República, uma data se destacava no nosso calendário cívico. Era o dia 24 de fevereiro de 1891, data da promulgação da primeira constituição republicana do Brasil (e segunda constituição da nossa história). Na época, as pessoas acreditavam que graças a essa carta magna que os brasileiros foram eximidos de muitos males passivos, como por exemplo as cobranças de certos impostos e outras coisas mais que flagelavam o pobre lutador do eito. Hoje, sabemos que essa carta máxima não conseguiu trazer muitos avanços.
O papel aceita tudo, diz o velho ditado, e o papel daquele fevereiro aceitou o sonho republicano inteiro. Prometia-se a modernidade a toque de caixa: o país virava "Estados Unidos do Brasil", o cidadão (que sabia ler e escrever apenas) ganhava o direito de votar, a Igreja descia do altar do Estado e o progresso se desenhava no horizonte como promessa de feriado nacional. O brasileiro, acostumado a ver o mundo mudar pelas mãos do imperador, olhava para aquele texto bonito com a esperança cândida de quem acha que lei no papel se traduz em feijão na panela e mais participação popular na vida política brasileira.
O engano durou o tempo de a tinta secar. O voto, dito universal, trazia nas entrelinhas uma ironia bem nossa: analfabetos não votavam, mulheres não votavam e o trabalhador do campo ficava à mercê do mandato invisível — mas muito palpável — do coronel da região. O tal "maldito imposto" mudou de nome e endereço, o eito continuou pesado e o sufrágio virou o famoso voto de cabresto, onde a liberdade do cidadão terminava exatamente onde começava o curral eleitoral do padrinho.
E assim fomos marchando. A Constituição de 1891 deu ao país a carcaça de uma república federativa moderna, mas esqueceu-se de avisar o povo, que continuou assistindo bestificado à política do mesmo lugar de sempre: da plateia, estarrecido ou divertido. Hoje, quando reverenciamos a nossa Constituição Cidadã de 1888, o 24 de fevereiro, uma data que nem é mais marcada folhinha, foi totalmente esquecida. Fica a lembrança de um Brasil que tentou mudar pelo decreto e descobriu que, entre a letra fria da lei e a vida real do brasileiro, a distância continua sendo um oceano inteirinho.
sábado, 8 de agosto de 2026
Sobre o triste destino do inventor do cinema
A Sombra da Luz Movente
Há um destino amargo e quase poético reservado aos homens que inventam mundos. Numa tarde fria de inverno, no setor de periódicos da Biblioteca Luiz de Bessa, pesquisando os jornais antigos de Belo Horizonte para recompor a história da Escola Normal Modelo da Capital mineira, eu me deparo com uma notícia triste. Tenho que confessar que um pouco tardiamente (para dizer a verdade mais de cem anos depois)... Era uma notícia velha, do jornal Minas Geraes, de 09 de maio de 1921, mas de uma tristeza imensa: a morte em Londres, na mais desoladora das misérias, o sujeito que deu movimento às nossas sombras. Chamava-se William Friese-Greene.
Lendo a pequena notícia perdida naquele jornal amarelado da Biblioteca (des)cobri uma história que não conhecia. E ela começava mais ou menos assim: em 1889, enquanto a maioria das pessoas se contentava com o retrato estático pendurado na parede, esse homem cismou de aprisionar a vida que passa. Gastou vinte mil libras — uma fortuna que não tinha — experimentando primeiro com placas de vidro, depois com tiras compridas de celuloide. O resultado dessa paixão obsessiva foi o previsível abismo das finanças: endividou-se, acabou preso, viu o juiz penhorar e leiloar até o último móvel de sua casa.
E enquanto o invento ganhava o mundo, enriquecendo empresários espertos e criando palácios de ilusão onde multidões pagam para sonhar no escuro, o velho Green afundava no esquecimento. Em 1915, viveu de uma esmola coletiva promovida por amigos piedosos, até arranjar um ganha-pão modesto num estúdio de fotografias coloridas.
O fim não poderia ter sido escrito por nenhum dramaturgo com mais amargura. Friese-Greene morreu de repente, no meio de uma reunião de grandes figurões da indústria do Cinema. Estava com a palavra, cercado justamente por aqueles homens que ergueram impérios e fortunas à custa da sua ideia. Desmoronou ali mesmo, diante dos mestres da máquina que ele próprio ajudou a criar. Sic transit gloria mundi.
Dizem agora que a paternidade da ideia nem era inteiramente sua, que um francês reclama a prioridade de ter colocado a vida em movimento na tela muda. Pouco importa a disputa dos cartórios. O que me corta o coração é essa ironia cruel dos homens: aquele que ensinou a luz a caminhar acabou no escuro, sem uma única moeda no bolso, enquanto a sua própria invenção projetava o riso e o luxo para o resto do planeta.
Datas comemorativa do Brasil
O 13 de maio de 1888 e alma do povo brasileiro
Há datas no calendário que não são apenas números impressos no papel; carregam o sopro de vida, o tremor e a dor de um país inteiro. O treze de maio é uma dessas datas. De tudo o que a nossa história já viveu, pouca coisa apaixonou tanto a alma da nossa gente quanto a ideia de ver todo homem livre.
Essa revolta contra a escravidão não nasceu ontem. É coisa antiga, sussurrada nos cantos desde o tempo da conquista. Primeiro, veio o protesto em favor do indígena, o selvagem tupi que não aceitava o grilhão. Depois, quando o negro se irmanou ao branco na lida do chão e na dor do trabalho, soube também lutar com heroísmo, defendendo esta mesma terra contra a invasão holandesa.
Mais tarde, subiu dos quilombos o brado forte de Palmares. Ali o negro mostrou ao mundo o tamanho e a dignidade de quem nasceu para ser livre. E aquela causa, que era de humanidade, acabou por invadir as tribunas e os jornais. Virou a grande e nobre obsessão dos maiores nomes do nosso Parlamento e do nosso jornalismo.
De 1880 em diante, a coisa tomou corpo de vez. Depois do projeto de Joaquim Nabuco — que pedia dez anos para o fim do cativeiro —, homens como José do Patrocínio, Vicente de Sousa, João Clapp, Ennes de Sousa e tantos outros pegaram a bandeira. Pelejaram nos comícios, gastaram a tinta dos jornais, dispostos a completar a obra humana que o Visconde do Rio Branco havia começado.
E o país inteiro foi se acendendo. O movimento abolicionista virou uma onda bonita, que vinha do Norte e ia ao Sul, arrebanhando corações. O povo aplaudia, as alforrias em massa aconteciam nos sertões e nas cidades — como aquela festa libertadora que se viu no Ceará.
Até que veio aquele 13 de maio de 1888. A aspiração mais ardente do nosso povo enfim brilhava, vitoriosa e definitiva. A Abolição era assinada pela Princesa Isabel, sob as bênçãos e o alívio de um país inteiro que finalmente respirava.
Talvez não exista na nossa história uma página escrita assim, tão de perto, a tantas mãos, com a colaboração direta de cada brasileiro. Por isso o treze de maio guarda esse lugar quente no nosso peito. Ele nos faz lembrar do tempo em que as melhores energias e os sentimentos mais puros da nossa gente se juntaram para fazer a coisa certa.
sexta-feira, 7 de agosto de 2026
RESGATANDO A HISTÓRIA DE FIRMINO COSTA
À MARGEM DE UM LIVRO, TEXTO DE MÁRIO DE LIMA - PUBLICADO NO MINAS GERAES EM 05 DE MAIO DE 1921
Acabamos de ler, com prazer e proveito, a "Gramática Portuguesa" do professor Firmino Costa, ultimamente publicada.
Simples curioso em assuntos filológicos, não temos a pretensão de fazer a crítica desse interessante trabalho, fruto de longos anos de estudo de quem se especializou na matéria e é considerado como um dos mais conscienciosos sabedores da língua vernácula, entre nós.
Compulsamos com atenção a "Gramática" do professor Firmino Costa e é do resultado dessa leitura que darão conta as linhas abaixo, mera apreciação pessoal, desautorizada mas sincera.
O livro do professor Firmino Costa não dispensa o auxílio do professor.
Se o trabalho didático "é uma colaboração do professor e do aluno, a cuja atividade pertencem principalmente as aplicações das regras e dos pontos estudados", o compêndio "não passa de ser um resumo, que a ação inteligente e metódica do professor fará desenvolver e aclarar para melhor aproveitamento da classe".
Dentro desse critério, condensa o autor os diversos assuntos, procurando e conseguindo imprimir ao volume um cunho prático, pela multiplicidade dos exemplos elucidativos.
Sob esse ponto de vista, excelente é o método empregado pelo professor Firmino Costa.
Manifestando-se contrário à demasiada extensão da tecnologia gramatical, a fim de facilitar o trabalho do aluno e impedir que os termos ocupem o lugar dos factos, evita o autor várias denominações consagradas, prescindindo, igualmente, da sinonímia gramatical, que, segundo pensa, dificulta o ensino.
É louvável, sem dúvida, essa simplificação. A complicação tecnológica, tão do agrado de certos gramáticos, entre os quais alguns de valor como Júlio Ribeiro, concorre, sobremodo, para tornar pouco atraente o estudo dessa disciplina.
Fiel a essa orientação, uniformiza o autor os nomes das palavras e os das funções por elas exercidas, distinguindo assim as famílias pelos seus cognomes.
O adjunto atributivo passa a denominar-se adjunto adjetivo; o objeto recebe a nova denominação de adjunto substantivo etc. O pronome deixa de constituir uma categoria gramatical, para enquadrar-se na do substantivo, como substantivo pronominal.
Firmado no critério de que o sentido, e não a forma vocabular, preside à organização de seu compêndio, adota o professor Firmino Costa uma inovação, passível de controvérsia: — o adjunto substantivo direto ou objeto direto regido, não só da preposição a, mas também de outras. "Nos exemplos 'ele gosta de Julieta' e 'ele ama Julieta'", pergunta o autor, "por que a mesma Julieta, recebendo o mesmo amor, há de ser objeto indireto ou objeto direto?"
Contrastando com os seus propósitos de simplificação da tecnologia gramatical, o autor se compraz, às vezes, em multiplicar, sem grande proveito, as classificações, como acontece com o substantivo comum, que ele divide em cinco grupos, entre os quais os superlativos, pejorativos e correlativos.
Afiguram-se-nos francamente bizantinas essas subclassificações.
Tratando do adjetivo qualificativo, apresenta o professor Firmino Costa listas bastante completas de designativos de cores e sinais de bois e de cavalos, que, embora assunto estranho a um compêndio de gramática, não deixam de constituir curiosa coletânea informativa.
Outra inovação de sua gramática, que nos parece pouco lógica, é a de considerar a contração uma categoria vocabular distinta, "por não se enquadrar, pelo seu sentido, em nenhuma das outras." A razão não parece procedente porque, sendo, por definição, a contração o resultado da fusão, numa palavra, de dois ou mais termos, se enquadra sempre, pela sua natureza, em duas categorias gramaticais. Não tem, portanto, o caráter de irredutibilidade, necessário para constituir uma categoria à parte.
"Se deixássemos de inserir as contrações entre as categorias de palavras, escreve o autor, não poderíamos classificar o vocábulo daquele, dando-lhe denominação própria". Como não? A denominação própria de daquele será contração da preposição de com o adjetivo aquele.
Classificando as cláusulas, dá o autor numerosos exemplos, o que facilitará ao estudante compreendê-las sem grande dificuldade.
Entre os exemplos de cláusulas substantivas, figura uma cláusula evidentemente adjetiva, incluída, por um lapso com certeza, entre aquelas. É a seguinte: "Morreu o Sebastião, que era professor de latim". Essa cláusula é um adjunto adjetivo do substantivo Sebastião. Não pode ser, portanto, cláusula substantiva.
Entre as cláusulas adjetivas, há uma que é irretorquivelmente substantiva: "Não tenho com que me alimente", cuja função objetiva é manifesta.
Tratando dos adjuntos, exemplifica abundantemente o professor Firmino Costa. Essa preocupação constitui, como vimos, um dos méritos de seu trabalho.
Entre os exemplos de adjuntos predicativos figuram, porém, alguns duvidosos.
"O menino vai alegre como um passarinho", equivale a "O menino vai alegremente como um passarinho". Alegre é adjunto adverbial e não predicativo, pois acrescenta uma circunstância ao verbo, que modifica.
Em "o doente não pode dormir", dormir não é adjunto predicativo, porquanto pode dormir é um verbo perifrástico.
Não são convincentes as explicações, dadas às páginas 266, 267 pelo autor, para justificar a inclusão, entre os adjuntos predicativos, de adjuntos, que, pela sua função, deveriam figurar entre os adverbiais.
Tratando de particípios duplos, escreve o professor Firmino Costa que "se vão tornando obsoletos os particípios regulares abrido, cobrido, descalçado e escrevido."
Quanto a abrido, cobrido e escrevido são já obsoletos, substituídos de vez, e não simplesmente preferidos, pelos irregulares. Descalçado não se vai tornando obsoleto, sendo de uso corrente o seu emprego em frases como "não tinha ainda descalçado as botas" etc.
Os capítulos sobre Concordâncias e Colocação dos pronomes são todos muito interessantes e documentados com profusos exemplos.
Sobre a possibilidade do se sujeito, escreve o autor algumas linhas convincentes.
O longo capítulo "Particularidades sintáticas" é um dos mais interessantes, principalmente a parte referente ao emprego do infinito pessoal, onde o autor teve a felicidade de reunir os melhores exemplos dos clássicos, que conhecemos sobre a matéria.
Escreve, com razão, o professor Firmino Costa, que esses exemplos "espargem certa luz sobre o emprego das duas formas do infinito, a pessoal e a impessoal". "São construções curiosas, que pelo seu contraste põem de manifesto a adaptabilidade das duas formas infinitas a fins idênticos."
O valor desses exemplos é encerrarem, no mesmo período, as duas formas do infinito, a par uma da outra, sob a mesma regência, dentro de igual concordância, no meio de colocações diversas.
Desses exemplos, deduz o autor a regra geral (adotada também por outros gramáticos) de que deve ser empregado o infinito pessoal quando este for exigido pela clareza ou pela euphonia e algumas regras especiais, à luz daquela.
Pela admirável seleção dos exemplos é essa a parte mais original da "Gramática" do professor Firmino Costa.
Longe iríamos, se fôssemos apontar outros capítulos do livro, dignos de encômio.
A "Gramática Portuguesa" do professor Firmino Costa é, como se vê, um trabalho de valor, do qual tivemos a ousadia de discordar em alguns pontos, prova do interesse e atenção com que lhe percorremos as páginas e da sinceridade com que traçamos estas linhas, portadoras também dos nossos agradecimentos pela gentileza da oferta de um exemplar com que nos distinguiu o autor.



